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Tema 20 - Fim de dezembro , por Gabriel Menezes
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Uma simples canção romântica, até certo ponto melancólica, sobre um rapaz solitário que se apaixona por uma menina em uma festa pagã de 17 de dezembro.
Tema 17 - Da paisagem , por Gabriel Menezes
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Bom, eu sempre tive vontade de fazer uma música mais experimental com uma "letra" declamada. Mas, faltava-me a oportunidade...até aparecer esta foto, hehe! A música segue uma linha meio atonal (afinal de contas, os bêbados não são todos atonais?) com uma espécie de restauração de tonalidade no acorde final dela. A letra, por sua vez, não é cantada, é declamada totalmente torta, pra fazer jus ao estado etílico de uma das personagens da fotografia. Pra escrever a letra, eu imaginei a foto como se fosse um cartão-postal...e coloquei o bêbado e a estátua de Carlos Drummond como figuras coadjuvantes de todo o cenário apresentado!
Enfim, é isso....apenas voz, piano e uma certa dose de experimentalismo!
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Da paisagem
( Gabriel Menezes )
Hoj'o som da minha voz e minhas letras
vão se calar pra dar lugar a'ma carta.
Um'história d'imagens e mil surpresas
de quem sente saudades do que deixou pra trás.
Sem muitas pretensões, só quero desenhar
esta nobr'epístola tão-só abstrata.
Se serei honesto, eu não sei revelar
mas, decert'o curso da orla será meu cais.
Eu começo pelos atores principais,
encerram-se no mar com' prata num'arca.
Olvidam a arei'e seus cartões-postais,
sem algum protetor solar não haverá paz!
A calçada repleta com maresia...
Faz uma falta perder-me por tal barca
e, exausto, deitar-me na poesia
pintada no mísero banco que se desfaz.
(...)
Ahh, quase ia me esquecendo.....do grande vate, descalço e de bermuda, a reclamar versos vagabundos para uma estátua ébria e tagarela!
vão se calar pra dar lugar a'ma carta.
Um'história d'imagens e mil surpresas
de quem sente saudades do que deixou pra trás.
Sem muitas pretensões, só quero desenhar
esta nobr'epístola tão-só abstrata.
Se serei honesto, eu não sei revelar
mas, decert'o curso da orla será meu cais.
Eu começo pelos atores principais,
encerram-se no mar com' prata num'arca.
Olvidam a arei'e seus cartões-postais,
sem algum protetor solar não haverá paz!
A calçada repleta com maresia...
Faz uma falta perder-me por tal barca
e, exausto, deitar-me na poesia
pintada no mísero banco que se desfaz.
(...)
Ahh, quase ia me esquecendo.....do grande vate, descalço e de bermuda, a reclamar versos vagabundos para uma estátua ébria e tagarela!
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Tema 14 - Amanda, José e a estrada da abadia , por Gabriel Menezes
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Então, caros leitores e ouvintes...em se tratando dos Beatles, qualquer homenagem soa pequena para tanto que eles nos deram. As suas influentes composições, arranjos e letras fazem eco até os nosso dias de hoje. E, como todo grande fã do fab four, não poderia ser diferente comigo. A obra dos Beatles teve um profundo impacto na minha visão estética e, precisamente por conta disso, é fácil "pescar" elementos de suas músicas em minhas canções.
Como o assunto aqui é o excelente disco Abbey Road, decidi me deixar levar ainda mais por esta óbvia influência e, nesta canção, tentei seguir mais ou menos a linha de "Because" e "You never give me your money". Bom, a idéia da música é esta. Para a letra, eu pensei em uma historinha esquisitinha e com um certo humor, lembrando "Maxwell's silver hammer". Para escrevê-la, recorri ao meu "dicionário de bobagens": o (hilário) blog de Fernando Moreira:
(eu sei, estou fazendo propaganda do cara, mas é realmente impagável as notícias que ele posta lá!)
Acabou que juntei umas três histórias inusitadas para criar uma: a letra fala sobre a crise no casamento de duas pessoas mais velhas. Em meio a tantas confusões (e misteriosos assassinatos), eles acabam se reencontrando e redescobrindo o desejo que sentem um pelo o outro. Bom, o final (e, essencialmente, a história) terá o teor que você, caro leitor, quiser. Se fores uma pessoa otimista, estamos tratando de uma comédia. Por outro lado, se o copo d'água está metade vazio para você, você encontrará um drama!
Afinal, o resultado é o apresentado: "Amanda, José e a estrada da abadia". Espero que curtam e sintam, mesmo que um pouquinho, o clima do canto de cisne dos Beatles.
Até!
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Amanda, José e a estrada da abadia
(Gabriel Menezes)
She's crying like a milky river.
Ah...
when the fever
begins to glow and meets her eyes,
her mind blows my lies.
I don't wanna be there when she's gone.
She's not gonna scream that we were wrong.
We failed with each other and our lips were left alone,
'cause we were so young...
Eles paqueravam moças na estação.
As garotas sabem, é uma tradição.
Mas, um dia, deu-se uma invasão...
Uma velha mulher nua os assustou!
"Quem me quer? Quem me quer?", ela gritou!
E acabou que ninguém a desejou...
Depois de tanto desprezo, ela quis se vingar.
Os homens que a magoaram, agora vão pagar!
Eles, um por um, caíram diante do seu canhão.
("Não, Amanda, não") "Não me chame assim", dizia.
"Hoje meu nome é João".
Ontem uma loucura ela inventou
que, amanhã, à venda estará
nas melhores lojas e revistas de moda.
Comprem já!!
Viu de manhã um rapaz nas capas dos jornais
sem expressão no olhar.
Ao notar
que era alguém bom demais,
José resolveu esquecer
o pranto e decidiu varrer
com o sangue a honra do amigo. ("Não vai escapar!")
Foi até o inimigo ("Não! É Amanda!")
e desistiu...
Quando o sol pôs-se a brilhar.
Quando a canção nunca mais parou de tocar.
Por fim, ela vai se entregar...
Quando o sol pôs-se a brilhar.
Quando a canção nunca mais parou de tocar.
Por fim, eles vão se encontrar...
(Gabriel Menezes)
She's crying like a milky river.
Ah...
when the fever
begins to glow and meets her eyes,
her mind blows my lies.
I don't wanna be there when she's gone.
She's not gonna scream that we were wrong.
We failed with each other and our lips were left alone,
'cause we were so young...
Eles paqueravam moças na estação.
As garotas sabem, é uma tradição.
Mas, um dia, deu-se uma invasão...
Uma velha mulher nua os assustou!
"Quem me quer? Quem me quer?", ela gritou!
E acabou que ninguém a desejou...
Depois de tanto desprezo, ela quis se vingar.
Os homens que a magoaram, agora vão pagar!
Eles, um por um, caíram diante do seu canhão.
("Não, Amanda, não") "Não me chame assim", dizia.
"Hoje meu nome é João".
Ontem uma loucura ela inventou
que, amanhã, à venda estará
nas melhores lojas e revistas de moda.
Comprem já!!
Viu de manhã um rapaz nas capas dos jornais
sem expressão no olhar.
Ao notar
que era alguém bom demais,
José resolveu esquecer
o pranto e decidiu varrer
com o sangue a honra do amigo. ("Não vai escapar!")
Foi até o inimigo ("Não! É Amanda!")
e desistiu...
Quando o sol pôs-se a brilhar.
Quando a canção nunca mais parou de tocar.
Por fim, ela vai se entregar...
Quando o sol pôs-se a brilhar.
Quando a canção nunca mais parou de tocar.
Por fim, eles vão se encontrar...
Self-portrait
Gabriel Menezes nasceu em volta de discos dos Beatles, Janis Joplin e Mutantes. Com o pai seguindo uma característica despreocupada dos hippies, desde pequeno escutou os mais variados artistas (sempre em alto e bom som, para a desgraça de sua mãe). Não tardou para aprender seu primeiro instrumento, o piano, e daí seguir para outros caminhos: o violão, a guitarra, o baixo, etc...tudo pontuado pelo rock britânico dos anos 60 e a bossa nova, pilares em seus estudos musicais.
Participou de alguns grupos coveres e de duas bandas que tiveram uma certa projeção no cenário "indie" carioca: Onno, no começo da década de 2000, e a Parlofone, esta mais recente, que originou seu mais novo projeto: Pandorin, onde espera unir os elementos principais de sua formação estética: Ipanema e Londres (quem sabe, também um pouco de Mangueira).
Em breve, este compositor de Vila Isabel (sem trocadilhos, por favor) radicado na terra da garoa espera lançar o primeiro disco da Pandorin. E, claro, sem esquecer a boa dose do humor carioca!
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